E A vulnerabilidade dos Oficiais do MPRJ durante o desempenho das suas funções é um problema que vem sendo discutido há algum tempo pela categoria. Na semana passada recebemos o relato de mais uma situação de risco no decorrer das diligências de uma colega de trabalho.

Após entregar um documento do MP na Secretaria de Ambiente, no Centro de Belford Roxo, região metropolitana, a colega foi abordada por uma mulher e dois homens armados que tentaram levá-la junto ao seu automóvel. Após momentos de pânico, ela correu para dentro da Prefeitura e seu carro foi encontrado depois no meio da rua com os pertences todos no chão.

Os criminosos foram presos em flagrante agindo da mesma maneira com outras vítimas. A servidora reconheceu sua má conduta ao tentar fugir desesperadamente, mas observou que sentiu muito medo no momento devido à quantidade de documentos que poderiam identificá-la como servidora do MPRJ.

“Foi muito complicado, porque eu praticamente reagi ao assalto. Temi pela minha vida por medo que eles vissem que eu era do MPRJ e fizessem alguma maldade comigo. Os policiais até criticaram que eu podia ter levado um tiro. Eu realmente estava em diligência, tinha acabado de entregar um ofício, sai até com um ofício na mão quando entrei no meu carro”, relatou.

Felizmente, dessa vez, não houve nenhum dano ou perda material, mas a sensação de insegurança permaneceu.

“A periculosidade no exercício do cargo de oficial existe a todo tempo, constantemente ficamos expostos a traumas físicos e psíquicos, entramos em repartições públicas, becos e comunidades sozinhos e desarmados. Ainda estou um pouco traumatizada com o que aconteceu, mas só tenho a agradecer ao MP pelo apoio que me foi dado, especialmente a equipe do Gap que chegou rápido ao local e me acompanhou até a delegacia”, destacou.

A situação de risco vivenciada por todos os servidores que exercem diligências externas, inclusive de outros cargos, demanda do MPRJ uma atenção ainda maior com seu quadro e a implementação de políticas de diminuição da exposição de seus agentes, foco maior na inteligência e efetividade na atuação.

Por fim, lembramos que o CNMP recomendou a todos os MPs do Brasil o estudo para viabilização de adicional de periculosidade. Embora tal verba seja paga em outros estados como o RIo Grande do Sul, aqui no MPRJ ainda não houve nenhuma análise a respeito.

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