Via Anaferj,

A ANAFERJ teve acesso ao contrato da Operação de empréstimo lastreada em ações da CEDAE.

No Item 2a intitulado “Cronograma Financeiro da Operação, assinado pelo Chefe do Poder Executivo e pelo responsável da instituição financeira”, alguns números chamam a atenção:

1- O valor pago de imediato de 58 milhões de reais em dezembro de 2017 à título de “Juros, encargos e demais comissões”. Estamos falando de 58 milhões de reais, ou 2% da operação que o Estado perde de largada.

2- O cronograma prevê que o valor final desembolsado pelo empréstimo será de aproximadamente 4,2 bi. Ou seja, a operação custa 1,3 bi. Estamos falando de 44% de juros de empréstimo! Mesmo o empréstimo estando lastreado em uma garantia real e lucrativa como a CEDAE.

A ANAFERJ não está entrando na discussão de qual modelo (privado ou estatal) é o ideal para o abastecimento de água e saneamento. Essa discussão é profunda e carregada de dogmas ideológicos. O que estamos tratando é da administração do patrimônio público do Estado, construído pelo esforço da população Fluminense.

Já havíamos nos manifestado no sentido de que a venda da companhia como negócio é ruim para para o Estado. Estamos dando um ativo lucrativo (e que tem 2 bi a receber) em troca do valor pouco maior do que uma folha mensal.

Mas agora, de posse dos números da operação de crédito ficamos estupefatos de como a operação também é desastrosa do ponto de vista financeiro.

Além do desespero, despreparo e visão de curtíssimo prazo, não sabemos o que motiva os atuais ocupantes do governo a fazer essa operação tão ruim. Deixamos aqui o nosso alerta aos órgãos de controle interno e externo (sabemos que alguns integrantes nos dão a alegria de ler nosso blog) de que é necessário um olhar muito cuidadoso acerca dessa operação.

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