O governo do estado confirmou que os servidores ativos da Segurança Pública — policiais civis e militares, bombeiros e agentes penitenciários — receberão, amanhã, apenas 70% de seus salários de setembro. Já os docentes ativos da Educação terão seus vencimentos depositados integralmente nesta quarta-feira, devido à utilização de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

Segundo a Secretaria estadual de Fazenda, os 30% restantes dos vencimentos dos trabalhadores da Segurança Pública serão pagos no dia 13 de outubro, 8º dia útil do mês. Os aposentados e os pensionistas deste grupo também receberão no dia 13, integralmente.

A previsão passada pelo governo pegou os servidores da Segurança Pública de surpresa. Muitos aguardavam o pagamento para ontem, em função da ajuda do governo federal, de R$ 2,9 bilhões, para investimentos na área por conta dos Jogos Olímpicos. Representantes dos funcionários reclamaram do parcelamento.

— Os bombeiros não entendem a matemática do governo. Cadê a economia do estado, já que não gastaram com segurança durante os jogos olímpicos? — criticou Mesac Eflaín, presidente da Associação dos Bombeiros Militares do Estado (ABMERJ).

A indefinição sobre o pagamento tem revoltado os servidores:

— Um absurdo que todos os meses os policiais sejam surpreendidos na data do pagamento — disse Fábio Neira, presidente da Coligação dos Policiais Civis (Colpol).

Sem data para pagar outros funcionários

Se a notícia é ruim para a Segurança Pública, outros funcionários estão em situação pior. O governo não cravou uma data para o pagamento dos demais. A Secretaria estadual de Fazenda informou que os depósitos deverão acontecer entre os dias 13 e 17. A posição do governo confirma que o estado não vai cumprir a determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), de quitar a folha até o 3º dia útil.

Ontem, diversos servidores demonstraram sua preocupação com o salário de setembro. O contracheque virtual, utilizado pelos funcionários para acompanhar o pagamento, ainda não foi liberado. A Federação das Associações e Sindicatos dos Servidores do Estado (Fasp) monitora o andamento do pagamento, antes de acionar a Justiça para pedir o arresto das contas estaduais.

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Fonte: Extra

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