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No último sábado, dia 17, o Estado do Rio completou três meses em situação de calamidade pública. A justificativa, à época, foi a realização da Olimpíada e da Paralimpíada, e a necessidade de recursos para financiar a Segurança Pública durante os eventos. As competições acabaram, mas o decreto de calamidade está longe de ser revisto.

O governo do estado confirmou que o Rio de Janeiro continua sem prazo para reestabelecer a condição de normalidade da administração pública. O Palácio Guanabara lembrou que, ao publicar o decreto, o governo não fixou um prazo para sair da calamidade. De concreto, o anúncio da condição de fundo do poço econômico rendeu um socorro fiscal de R$ 2,9 bilhões da União.

O valor bancou o pagamento de fornecedores e servidores da Segurança nos últimos três meses. O problema é que o dinheiro já acabou, segundo fontes estaduais. Em junho, ao explicar o decreto, Dornelles comentou que a calamidade foi a primeira de uma série de “medidas duras” previstas pela gestão. Três meses depois, as medidas, se foram adotadas, passaram despercebidas. E a crise segue atormentando o sono de muita gente.

Fonte: Extra

Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil (17/06/2016)

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