Diversas categorias profissionais confirmaram participação na greve geral convocada pelas centrais sindicais para esta sexta-feira, 28 de abril. Os dirigentes sindicais apostam num movimento de massa contra a reforma da Previdência do governo Federal. Nessa terça-feira (25), os trabalhadores de montadoras ligados às centrais CUT, Força Sindical, CTB, CSP-Conlutas e Intersindical esquentaram as turbinas e promoveram um dia nacional de mobilização. O protesto teve como alvo a reforma trabalhista e a lei de terceirização, sancionada em março por Michel Temer.

No ABC paulista, houve assembleias pela manhã e o movimento entre os operários chegou a atingir o interior do estado e algumas metalúrgicas de Minas Gerais, Paraná, Pernambuco e Santa Catarina.

Os sindicalistas dizem que o governo Temer enfrenta dificuldades para levar sua agenda de reformas adiante, está enfraquecido e com baixa popularidade. Em reunião realizada na tarde desta segunda-feira (24), na sede da Força Sindical, em São Paulo, dirigentes das centrais falaram, inclusive, na possibilidade de novas manifestações em nível nacional mesmo após a eventual aprovação das reformas.

O presidente da UGT, Ricardo Patah, diz que outras categorias como motoristas de ônibus urbanos, caminhoneiros, motoboys e trabalhadores na limpeza urbana – de sindicatos filiados à central – vão aderir à greve na sexta-feira. “Essa paralisação vai ser com certeza muito mais ampla”, diz.

O secretário-geral da CSB, Álvaro Egea, avalia que a greve geral de sexta-feira poderá “criar outro patamar” em relação à possibilidade de barrar as reformas. “O governo está absolutamente intransigente, mas acredito que isso (a greve) vai criar impacto”. A avaliação dos sindicalistas de todas as centrais é que a reforma trabalhista é devastadora e retoma patamares de ausência de direitos do século 19. “É uma reforma a favor da empresa e contra o trabalhador. Enfraquece a Justiça de uma forma brutal. Devemos dar uma resposta muito contundente”, afirma o Egea.

Bancários do Rio participam da greve geral

Os bancários do Rio de Janeiro também vão aderir à Greve Geral convocada pelas centrais sindicais. A decisão foi tomada pela categoria ainda na semana passada em assembleia, dia 19. O movimento não se limita ao Estado e deve atingir todas as capitais e principais cidades do país.

“Com esta resolução, os bancários somam-se aos demais trabalhadores de todo o país para, no dia 28 de abril, dar uma resposta firme aos ataques frontais aos nossos direitos que o governo Temer e o Congresso Nacional, envolvidos na lama da corrupção, querem nos impor”, afirmou a presidenta do Sindicato dos Bancários do Rio, Adriana Nalesso.

Metroviários e servidores estaduais

No Rio, os metroviários realizam assembleia nesta quarta (26) para aprovar a participação na paralisação de sexta.
Os servidores estaduais estão mobilizados e a maioria das categorias ligadas ao Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais (Muspe), que congrega 41 entidades de profissionais do judiciário, polícia civil, trabalhadores da Cedae, técnico das universidades, professores e profissionais de saúde, aprovou participação nos protestos contra as reformas.

Publicado em www.diariodorioonline.com.br

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